Órtese craniana: quando usá-la
- Talita Oliveira de Paula

- 15 de abr.
- 2 min de leitura

Nos primeiros meses de vida, o crânio do bebê ainda é bastante maleável — e isso é algo positivo para o crescimento cerebral. No entanto, essa característica também torna a cabecinha mais suscetível a deformações posicionais, como a plagiocefalia (achatamento de um dos lados), a braquicefalia (achatamento posterior) ou a escafocéfalia (formato alongado).
Na maioria dos casos, essas alterações são leves e podem ser corrigidas com medidas simples, como mudança de posicionamento, estímulo ao “tummy time” (tempo de bruços supervisionado) e acompanhamento fisioterapêutico. Mas, quando a assimetria é mais acentuada ou não apresenta melhora com essas estratégias, pode ser indicado o uso da órtese craniana.

A órtese craniana — popularmente chamada de “capacete” — é um dispositivo feito sob medida que orienta o crescimento do crânio do bebê, promovendo um formato mais simétrico ao longo do tempo. Estudos na área de pediatria e fisioterapia indicam que sua maior eficácia ocorre quando iniciada entre os 4 e 8 meses de idade, fase em que o crescimento craniano ainda é acelerado.

É importante destacar que nem todo bebê com alteração craniana precisa usar órtese. A indicação depende de uma avaliação cuidadosa, que considera o grau de assimetria, a idade da criança e a resposta às intervenções conservadoras. Por isso, o acompanhamento com profissionais especializados — como fisioterapeutas e pediatras — é fundamental.
De forma geral, a órtese é recomendada quando:
há deformidades moderadas a graves;
não houve melhora com reposicionamento e fisioterapia;
o bebê ainda está em fase de crescimento craniano significativo.
Por fim, vale reforçar: o uso da órtese é seguro, não causa dor e costuma ser bem adaptado pelos bebês. Mais do que uma questão estética, o objetivo é favorecer um desenvolvimento adequado, respeitando o tempo e as necessidades de cada criança.





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